«Os próximos anos vão ser decisivos e neste combate os trabalhadores podem contar com a intervenção dos deputados eleitos pela CDU no Parlamento Europeu». Esta foi a garantia deixada por João Ferreira ao jantar, hoje, em Coimbra, com 137 membros de Organizações Representativas de Trabalhadores (ORT) do distrito.
Dias depois de ter recebido o apoio de 1751 dirigentes e delegados sindicais, membros de Comissões de Trabalhadores e sub-CT e representantes para a saúde, segurança e higiene no trabalho, de todo o País, João Ferreira voltou a sublinhar que «estes apoios dão-nos força até dia 26».
Força que, por outro lado, pediu para a CDU dadas as ameaças que continuam a pesar sobre os trabalhadores em resultado das imposições da UE.
Recordando que «cedendo às políticas da União Europeia e aos interesses do grande capital, o PS se junta ao PSD e ao CDS para manter as normas gravosas na legislação laboral» e «cedendo às políticas da UE e aos interesses do grande capital, o PS converge com o PSD e o CDS para condenar os trabalhadores portugueses aos baixos salários», o cabeça-de-lista do PCP-PEV considerou no entanto que «os trabalhadores com o seu voto na CDU» podem dizer «bem alto que querem o aumento geral dos salários, designadamente do salário mínimo nacional para 850 euros, a valorização das profissões e carreiras».
João Ferreira deixou ainda advertências para a nova vaga de ofensiva anti-laboral que se encontra na forja em Bruxelas, tendo disso mesmo dado vários exemplos. Nesse sentido concluiu que «cada voto na CDU é uma forma de luta», e insistiu que «no próximo domingo, com o voto na CDU, os trabalhadores estão a eleger deputados para o Parlamento Europeu que os irão defender e apoiar haja o que houver».
Ao votar CDU, reiterou, quem trabalha fará «ouvir o seu protesto, as suas reivindicações, o seu direito a um País desenvolvido e soberano, numa Europa de paz e cooperação, uma Europa dos trabalhadores e dos povos».
No jantar com membros de ORT do distrito interveio ainda António Moreira, da União de Sindicatos de Coimbra da CGTP-IN, para quem «para é dizer não a uma luta que será sempre imprescindível para avançar», e manifestou desejo de que no próximo dia 26 de Maio os trabalhadores deêm início a um novo caminho de recuperação de direitos e rendimentos».



