Começava por agradecer a vossa presença e disponibilidade por connosco aqui estarem para debater os problemas das comunidades emigrantes.
Agradecer também a todos os que nos acompanham e desde já endereçar uma fraterna saudação.
Das intervenções feitas ficou evidente que são muitos os problemas com que as nossas comunidades emigrantes se confrontam.
Aqui vieram exemplos vivos dessas mesmas dificuldades. Da falta de autonomia e capacitação do Conselho das Comunidades Portuguesas aos problemas relacionados com o ensino da Língua Portuguesa no Estrangeiro. Da falta de meios da rede consular, do apoio que não é prestado ao Movimento Associativo.
Dessa decisão, sempre tão difícil para quem a toma, de quem se vê obrigado a emigrar, procurando em outros países a sua realização profissional.
Poderemos dizer, também, que muito do que ouvimos, não é novo, não são questões que apareceram agora. É certo, e não o negamos, que em Portugal e no mundo vivemos tempos complexos e exigentes. A epidemia do Covid-19 agravou muitas situações, mas também tornou mais evidente velhos problemas que carecem de respostas e soluções.
Nos últimos anos a luta dos trabalhadores e a decisiva intervenção do PCP e da CDU, vencendo resistências e obstáculos, permitiram criar as condições para defender, repor e conquistar direitos e rendimentos.
Foi um caminho que trilhamos conscientemente, pondo sempre como condição a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Este é o nosso compromisso. É por isto que nos batemos. Por um Portugal desenvolvido e soberano. Por um País onde o direito constitucional de emigrar deixe de ser uma gravosa alternativa à falta de emprego e de emprego com direitos, em resultado de uma política que agrava as condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias.
No próximo mês de Janeiro irão ter lugar eleições para a Assembleia da República, eleições que se revelam de enorme importância para o País e para as comunidades portuguesas.
Estas eleições são o momento de fazer convergir no voto a vontade dos que lutam por uma vida melhor. Um momento que exige determinação, empenho e convergência de todos os que verdadeiramente querem uma política alternativa, uma política patriótica e de esquerda para o nosso País, que só o reforço do PCP e da CDU está em condições de garantir.
Hoje, como sempre, estaremos na primeira linha da luta por um futuro melhor, rejeitando os limites que nos querem impor e reafirmando que o nosso País pode e deve ser um País mais justo, mais desenvolvido e mais soberano.
As comunidades emigrantes sabem que podem contar com o PCP e a CDU. Sabem que não obstante não termos nenhum deputado eleito pelos círculos da Emigração não deixamos de dar voz às suas preocupações, às suas questões, desenvolvendo um intenso trabalho intimamente ligado às comunidades emigrantes, propondo e apresentando soluções para os seus problemas.
Hoje, como sempre, é no reforço do PCP e da CDU que as comunidades emigrantes encontram a mais sólida garantia da resolução dos seus problemas.
E esta é a questão que se coloca. Avançar no que é preciso fazer ou continuar sem respostas aos problemas que se nos colocam. Eleger deputados verdadeiramente comprometidos com a defesa dos seus interesses e aspirações ou prosseguir com velhas opções que já mostraram nada resolver.
Da nossa parte uma garantia vos deixamos. Há um outro rumo e uma outra política capaz de responder aos problemas de Portugal. Não nos resignamos a um País com o futuro comprometido. Não nos resignamos perante o desaproveitamento das potencialidades existentes no nosso País. Portugal pode ser mais desenvolvido, mais justo e soberano. Portugal, os portugueses, as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, merecem e precisam de uma outra política, uma política alternativa, patriótica e de esquerda.
É por isso que lutamos. É por isso que contamos com o vosso apoio.
