Tomar

CDU quer mudar o rumo de Tomar

Grande confiança no arranque oficial da campanha eleitoral das autárquicas

Jerónimo de Sousa esteve, dia 19, nos distritos de Santarém e de Leiria. A primeira paragem aconteceu em Tomar, num almoço com apoiantes e activistas da CDU, mais de uma centena, que encheram, de entusiasmo e confiança, um restaurante de Valdonas.

As listas da CDU para a Câmara e Assembleia municipais são encabeçadas por Bruno Graça e Paulo Maçedo, respectivamente. O objectivo, para além de reforçar as posições da CDU no concelho e no País, é eleger dois vereadores na Câmara Municipal, para «influenciar as políticas autárquicas» e colocar Tomar na senda do progresso.

«Aos cidadãos eleitores de Tomar caberá decidir qual o rumo para o nosso concelho nos próximos quatro anos», lê-se num documento de campanha, onde se apontam promessas cumpridas pela Coligação PCP-PEV: «Os cemitérios de Santa Maria e de Marmelais foram completamente recuperados», «o Mercado Municipal foi reaberto», «o Viveiro Municipal em Marmelais deixou de ser uma lixeira», «foi retirada a feira semanal do Parque de Estacionamento de Santa Iria», que «foi reorganizada e unificada», e lançou-se a marca «Sabores de Tomar».

Segundo deu a conhecer Bruno Graça, a CDU assumiu, em 2016, novas e maiores responsabilidades no executivo municipal. Esta nova situação surgiu pelo reconhecimento da importância atribuída à Coligação PCP-PEV nos órgãos autárquicos, passando a integrar o Conselho de Administração dos SMAS e a ter competências delegadas na área dos jardins.

Presença determinante

A presença daquele eleito comunista [Bruno Graça] no executivo camarário foi também determinante em muitas outras áreas, nomeadamente, na reformulação da dívida do Parque T – Estacionamento de Tomar; na «reestruturação da dívida no montante de 2,3 milhões de euros à ADSE»; na abertura de concursos para a admissão de trabalhadores indispensáveis ao bom funcionamento dos serviços; no trazer ao debate a situação das «perdas comerciais dos SMAS»; na submissão aos interesses da Resitejo; no início de obras de saneamento por todo o concelho; na estabilidade política.

Encontrar soluções

Apesar de a CDU fazer parte da gestão camarária, Bruno Graça, teceu ainda fortes críticas ao PSD e PS local. «A nossa presença foi factor decisivo para se encontrar soluções para os problemas do concelho», afirmou, apelando: «Quanto mais força os cidadãos eleitores derem à CDU, mais será a sua capacidade de influenciar as políticas autárquicas nos próximos quatro anos». «Estamos disponíveis para aceitar todas as responsabilidades que os eleitores do concelho nos queiram dar. Tomar pode contar com a CDU», terminou.

Nas freguesias, são primeiros candidatos Anabela Mota (Junta Urbana), Luís Antunes (Paialvo), Joaquim Góis (Além da Ribeira e Pedreira), Brígida Lopes (Asseiceira), José Marôco (Carregueiros), Custódio Ferreira (Madalena e Beselga), José Amor (S. Pedro), Rui Manuel Duarte (Casais e Alviobeira) e Susana Alves (Sabacheira). O médico Ferreira Fernandes é o mandatário concelhio.

Trabalho em minoria

Depois de Eduardo Bento, da Associação Intervenção Democrática, interveio o Secretário-geral do PCP, que valorizou o trabalho da CDU nas autarquias, mesmo quando não é maioria, como é disso exemplo o concelho de Tomar. «Trabalho em minoria onde, mantendo o posicionamento crítico, a denúncia, os alertas, fomos capazes de contribuir para a solução, assumindo responsabilidades», salientou, apelando ao voto na Coligação PCP-PEV, que «beneficia quem o recebe», porque «vai servir os seus interesses, as suas aspirações e aquilo a que têm direito».

A iniciativa contou ainda com a presença, entre outros, de Sónia Colaço, do Partido Ecologista «Os Verdes», de Carlos Gonçalves e de Manuela Pinto Ângelo, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central do PCP, respectivamente.

Partilha

CDU - Coligação Democrática Unitária - PCP-PEV | Eleições Autárquicas 2017