Nada de fundamental diferencia PS, PSD e CDS na UE

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Os portugueses não precisam de deputados que defendam a UE em Portugal. Precisam de deputados que no Parlamento Europeu (PE) defendam o país e o povo face à UE.

Esta tem sido uma ideia estruturante na pré-campanha da CDU, e hoje João Ferreira voltou a colocá-la como central para um voto esclarecido. Foi num jantar em Valejas, no concelho de Oeiras.

Numa sala a que tiveram de ser acrescentados lugares para acolher todos os apoiantes e activistas da coligação PCP-PEV, as primeiras palavras foram as de Manuel da Fonseca e Armindo Rodrigues, pela voz esclarecida do investigador e actor André Levy, que em dia de aniversário teve a generosidade de ser ele a oferecer ao colectivo a declamação de poemas daqueles e um de sua autoria.

De generosidade falou ainda João Ferreira, que no fim de um intenso dia de acções de esclarecimento e mobilização para o voto na CDU, sublinhou que «a coragem e generosidade deste imenso colectivo dá-nos força».

Essa é uma característica diferenciadora da CDU. Como outras, as quais, antes de João Ferreira, Heloísa Apolónia realçou. Designadamente lembrando a coerência a toda a prova, no caso da reposição das carreiras dos professores e de outras especiais da Administração Pública, mas igualmente visível no facto de terem sido estas as forças que contaram para «arrancar a ferros» ao Governo minoritário do PS avanços para os trabalhadores.

No discurso de encerramento da iniciativa, o cabeça-de-lista da CDU escrutinou as muitas e substantivas razões pelas quais é ali que reside o voto de quem trabalha. Deixou a esse propósito não apenas vários exemplos concretos, mas aproveitou a ocasião para também deixar fortes apelos a que todos os que já apoiam a candidatura de comunistas e ecologistas, se empenhem na exigente batalha de ganhar a consciência das amplas massas.

Insistindo em notar as diferenças entre a CDU e PS, PSD e CDS, João Ferreira acusou-os de cumplicidade para com uma UE que quer submeter os povos. E reiterou mesmo um repto que tem lançado com frequência nas últimas semanas, mas que todavia prossegue sem resposta: «mostrem meia dúzia de coisas com verdadeira importância e impacto no País em que tenham votado de forma diferente [no Parlamento Europeu]». Que é como quem diz, apresentem trabalho relevante em que tenham colocado o povo e o País à frente dos interesses que presidem à UE.

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