Comício em Braga para levar o País para a frente

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Comício em Braga
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A CDU escolheu a cidade de Braga para encerrar o penúltimo dia de campanha eleitoral. No Largo da Arcada, em pleno centro histórico, teve lugar um grandioso comício, que contou com a participação dos candidatos Rosa Guimarães, João Pimenta Lopes, Mariana Silva, Sandra Pereira e João Ferreira. 

O PCP fez-se representar, entre outros, por Gonçalo Oliveira, da Comissão Política, e Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP. Carlos Almeida, vereador eleito nas listas da CDU na Câmara Municipal de Braga, também marcou presença na acção, com muitas centenas de pessoas. 

Antes do momento político, apresentado por Carla Cruz, deputada do PCP na Assembleia da República e mandatária regional da CDU, actuaram os «Cantares da terra», que trouxeram ainda mais gente para o espaço. Zeca Afonso foi recordado nas interpretações.

Esta campanha «vai continuar até ao último minuto, a dar corpo ao projecto da CDU para o nosso País», reforçou Carla Cruz. 

Desenvolver o País

Depois de Mariana Silva, candidata do PEV, interveio João Ferreira que falou da importância de dar mais força à CDU para desenvolver o País.

«Portugal tem que produzir mais para dever menos, para criar emprego, para diminuir a sua dependência externa. Produzir mais, produzir mais riqueza, mas também distribuí-la melhor, aumentando os salários, valorizando o trabalho e os trabalhadores, é a única forma para fixar os jovens no País e para fazer regressar os que partiram contra a sua vontade», defendeu o candidato, frisando: «Portugal e a região do Minho sabem como ninguém que não se pode prescindir da indústria», que não pode estar, como tem estado, «na completa dependência dos grandes monopólios e da subcontratação», como acontece com o grupo Inditex.

Neste sentido, João Ferreira deixou um novo desafio aos partidos da política de direita: «Estão ou não disponíveis para a nossa proposta de implementação de um programa de defesa dos sectores produtivos e do emprego dirigido aos países mais prejudicados pela União Económica e Monetária, o Mercado Único e as políticas comuns da UE?». O repto estende-se a uma «profunda modificação» da Política Agrícola Comum e das Pescas.

Propostas para o País

O Secretário-geral do PCP começou por dizer que na campanha da CDU «os problemas não passam ao lado», como acontece com as campanhas de PS, PSD e CDS, partidos que «não têm outra solução para o País senão seguir, como o têm feito, o mando dos directórios dos seus partidos europeus no seio dos quais se consertam em comum as principais orientações que servem as transnacionais do grande negócio e da finança». 

A este respeito, acusou PS, PSD e CDS de terem estado «sempre unidos» nas «privatizações, nas parceria público-privadas, na defesa da liberalização dos mercados ao serviço dos grandes interesses transnacionais à custa da economia nacional», assim como «na defesa da União Bancária, ao serviço dos tubarões financeiros e do seu projecto de concentração bancária».
Entre outras propostas, Jerónimo de Sousa defendeu que Portugal «precisa que a receita fiscal seja distribuída de forma justa», reclamando por isso «mais impostos para quem os pode e deve pagar, sobre os grandes lucros, o património de valor elevado, as transações financeiras».

A encerrar, Jerónimo de Sousa apelou ao voto na CDU, particularmente dos trabalhadores do sector privado, dos jovens trabalhadores sem emprego ou com emprego precário, dos estudantes, dos reformados, dos agricultores, dos micro, pequenos e médios empresários. «Esta é ainda a hora de mobilizar todas as nossas energias para que nenhum voto falte na CDU no domingo», salientou, manifestando confiança no reforço da CDU «com mais votos» e «mais deputados», porque «esta é a única força capaz de abrir um caminho de esperança para uma vida melhor».

Amanhã, 24, a campanha da Coligação PCP-PEV reparte-se por iniciativas nos distritos de Setúbal e de Lisboa.

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