Cátia Benedetti apresentada pela CDU em Ponta Delgada

Cátia Benedetti apresentada pela CDU em Ponta Delgada

João Ferreira primeiro candidato da coligação PCP-PEV ao Parlamento Europeu, deslocou-se ao arquipélago dos Açores, onde realizou visitas e contactos com a população. Cátia Benedetti surge em 14.º lugar na lista da CDU às eleições para o PE, pelo hemiciclo no qual foi igualmente candidata em 2014. Nascida em Itália, reside nos Açores desde 1987, tendo-se naturalizado portuguesa. É doutorada em Literatura Italiana e foi docente na Universidade dos Açores até 2017.

Em finais dos anos 90 começou a participar activamente nas iniciativas da CDU, e em 2012 tornou-se membro do PCP. Em 2018 passou a funcionária do PCP.

Intervindo na apresentação, Cátia Benedetti sublinhou que «a Europa é um espaço geográfico feito de diferentes países, línguas, culturas, modos de vida, que encerra uma intensa história de contactos, transformações, lutas, experiências sociais, avanços e retrocessos. Mais do que uma ideia, a Europa é um viveiro de realidades, de dinâmicas colectivas demasiado enraizadas nas nossas memórias e identidades, para que em escassas décadas se possa fazer tábua rasa de tudo isso e imaginar uma Europa federalizada e plana, um mar sem ondas onde imperam poderes sem rosto nem país, alheios às necessidades e às vontades reais e diferentes dos seus povos».

Nesse sentido, realçou que «a Europa não é a União Europeia, e certamente não é esta União Europeia que já desesperadamente nos tentam impor como se não houvesse outros horizontes».

A candidata lembrou ainda que «nos próximos dois meses, no acrescido diálogo com as populações, com os trabalhadores, com os produtores e com os agentes económicos das nossa ilhas, haverá modo de demonstrar, de forma documentada, sector por sector, o sentido e o alcance» do trabalho realizado pelos deputados do PCP no PE, e designadamente na defesa dos interesses, anseios e aspirações dos açorianos e do progresso social e económico da região.

Contudo, não deixou de salientar desde já que, «para além de tudo a que nos opomos e de tudo o que combatemos, o voto na CDU vale sobretudo por aquilo a que abrimos as portas: a visão de uma sociedade mais justa e igualitária; a construção de uma democracia avançada, concreta, real, que não se esgote numa cidadania periódica, numa ou noutra fase eleitoral. Esta é a nossa teimosa esperança, é a afirmação tenaz de uma memória colectiva capaz de mobilizar a força, a energia e a paixão de que necessitamos para que outros, muitos outros, se nos juntem neste caminho» o «único pelo qual vale a pena lutar», concluiu.

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