Vila Franca de Xira

Tornar simpatia em votos para vencer em Vila Franca

Comício em Alverca com participação como há muitos anos não se via

A fase final da batalha eleitoral é encarada com «redobrada confiança em que é possível assegurar a viragem na vida do concelho de Vila Franca de Xira a que todos aspiramos», mas é preciso prosseguir o esforço de esclarecimento e mobilização para que se reflicta em votos a simpatia manifestada à CDU.

A alegria e o alerta estiveram presentes em todas as intervenções feitas no domingo, ao início da noite, no comício realizado em Alverca, antecedido da actuação enérgica da banda rock Karpe Diem.

No Largo de São Pedro, cheio de gente e de entusiasmo e onde várias vezes se ouviu gritar «CDU a crescer, o concelho vai vencer», Jerónimo de Sousa começou por dizer que seria necessário «recuar muito no tempo» para encontrar outras iniciativas da coligação, comparáveis a «esta magnífica participação». No entanto, apelou o Secretário-geral do PCP, «isto não pode ser um ponto de chegada», antes será um ponto de arranque para o trabalho que ainda é necessário realizar até ao fim da campanha, pois estamos em «tempo de avanço e não tempo de descanso».

Voltou a realçar o valor da CDU, pelos candidatos que integram as suas listas, pelo «nosso símbolo, projecto e sigla», onde surgem os símbolos do PCP e do PEV, e saudou de forma especial «os milhares de independentes» que estão na força do «trabalho, honestidade e competência».

O objectivo directo das eleições de dia 1 é a eleição de mais candidatos da CDU, em cada freguesia e concelho, para garantir «um trabalho ao serviço das populações e uma resposta aos seus problemas». Mas Jerónimo de Sousa lembrou que essa é também uma forma de garantir «novos passos e avanços na resposta aos problemas do País, dos trabalhadores e do povo», porque «há muito a fazer, para pôr fim aos atrasos verificados na economia do País e aos retrocessos sociais» e «para dar resposta às carências nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado».

Tais respostas «não se conformam com a tese do PS, que fala, tal como PSD e CDS, da compatibilidade do desenvolvimento do País com a submissão ao capital monopolista, aos juros da dívida, ao euro e às imposições da União Europeia», frisou o Secretário-geral, que apontou as infra-estruturas e os transportes como «expressão bem visível desta falta de investimento».

Na AR como no concelho

De entre as propostas e iniciativas na área da mobilidade, no comício em Alverca sobressaiu a criação do passe social intermodal.

Logo na primeira intervenção, Dulce Arrojado, da comissão executiva do PEV e candidata à Assembleia Municipal, acentuou o facto de essa proposta – um passe social para todas as carreiras, todos os operadores e todos os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa – ter sido recusada também pelo PS na Assembleia da República.

Regina Janeiro, a candidata a presidente da Câmara, que interveio antes de Jerónimo de Sousa, sublinhou que «defendemos no concelho o que defendemos na AR, ao contrário de outros», indicando ainda outro exemplo: a reposição das 11 freguesias.

A falar na freguesia «onde aprendi a ser gente», recordou que cresceu nos bairros operários da Quinta do Forno e do Bom Sucesso e que iniciou em Alverca, com apenas 14 anos, a actividade cívica e política. Apresentando-se às eleições com 264 candidatos, centenas de activistas e milhares de apoiantes, a CDU forma «este todo unido e combativo que diariamente irá trabalhar para e com a população, transformar este nosso concelho num local melhor para se viver e trabalhar, estudar ou visitar».

Ao avisar que «puseram por aí a correr o boato de que a CDU já ganhou as eleições», Regina Janeiro apelou ao empenho «até ao último momento no esclarecimento e na mobilização para a vitória que só se garante ao final do dia do próximo domingo».

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