Seixal

Força do presente e do futuro está no Seixal

Secretário-geral do PCP exige uma resposta séria à cultura e ao apoio às artes

Ao final do dia, Jerónimo de Sousa participou num jantar em Corroios, Seixal, onde estiveram mais de 600 pessoas, dando a «força necessária» à CDU.

Ao longo dos últimos 40 anos de liberdade e democracia, os eleitores deste concelho têm reconhecido, através do voto, o inquestionável valor dos candidatos e do projecto colectivo da Coligação PCP-PEV. Isso mesmo foi atentado por Joaquim Santos, presidente e cabeça-de-lista à Câmara do Seixal. A lista para a Assembleia Municipal é encabeçada por Alfredo Monteiro e a mandatária concelhia é Mariana Mareco.

Ao palco foram ainda chamados António Santos, Jorge Silva, Manuel Araújo e Eduardo Rosa, primeiros candidatos às assembleias de freguesia de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, de Fernão Ferro, Amora e Corroios. A estes, entre outros dirigentes, juntaram-se João Vicente, da Associação Intervenção Democrática, Joaquim Correia, do Partido Ecologista «Os Verdes», Margarida Botelho e José Capucho, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central do PCP, respectivamente.

Reforçar o Poder Local

Na sua intervenção, o candidato à autarquia pediu a confiança dos eleitores para reforçar a capacidade do Poder Local Democrático, mas também para continuar a travar combates por mais e melhor emprego, saúde, escola pública, ambiente, transportes e acessibilidades, cultura e desporto para todos, defesa do património, qualidade de vida de quem vive e trabalha neste município.

Para os próximos quatro anos, uma das prioridades da Coligação PCP-PEV é a criação de emprego estável, qualificado e com direitos, assim como a promoção do bem-estar e da qualidade de vida das populações, objectivos indissociáveis do desenvolvimento e valorização do tecido económico local, do aumento da produção nacional e da valorização do trabalho e dos trabalhadores.

Neste sentido, Joaquim Santos avançou com as propostas de, entre outras, continuar a dinamizar o Projecto do Arco Ribeirinho Sul; aumentar a oferta da Incubadora de Empresas, abrindo-a ao sector cooperativo; reforçar o modelo de captação de investimento, com um conjunto de incentivos à fixação de empresas no concelho.

Obra e intervenção

No final, Jerónimo de Sousa sublinhou que o factor «maior» e «mais importante» neste processo e nesta batalha eleitoral «é o que resulta do nosso trabalho, da nossa obra e da nossa intervenção».

«E essa está à vista no concelho do Seixal», afirmou, referindo-se ao apoio à cultura, ao desporto, ao movimento associativo, à comunidade educativa, pelo estímulo à participação popular».

«Vê-se nas obras de regeneração urbana. Vê-se no apoio à luta das populações em defesa, nomeadamente, do seu direito à saúde. Vê-se no compromisso de sempre com os direitos dos trabalhadores das autarquias locais e pelo convicto apoio à sua luta, como foi no processo da recuperação das 35 horas de trabalho, na devolução dos feriados roubados, na reposição dos 25 dias de férias», destacou, manifestando confiança que no dia 1 de Outubro a população do Seixal vai, também, reforçar a CDU «com mais votos e mais mandatos».

Apoio à cultura

A nível nacional, essa «força» será direccionada, por exemplo, para «dar novos passos na resposta à cultura e ao apoio às artes», com «1% do Orçamento do Estado (OE)». «Sim, na cultura é preciso dar novos passos, vencer o desinvestimento e subfinanciamento. A começar pelo apoio às artes de carácter profissional», defendeu, lembrando que, por iniciativa do PCP, foi aprovado no OE de 2017 «um reforço ainda que insuficiente no apoio às artes e no apoio à criação artística».

«Batemo-nos e conseguimos recuperar o direito da entrada gratuita nos museus aos domingos e feriados», acrescentou Jerónimo de Sousa, dando ainda conta da «criação de um programa de apoio à criação literária».

Neste sentido, desafiou os outros partidos a aprovar no OE para 2018 «um patamar mínimo de 25 milhões de euros destinados às linhas de apoio já existentes».

«Que ninguém tenha dúvidas, quanto mais força tiver a CDU, mais condições têm para fazer o País avançar e resolver os muitos problemas que ele enfrenta em resultado de anos e anos de política de direita e de recuperação e reconstituição dos grupos monopolistas com consequências nefastas na vida do País», acentuou.

Partilha

CDU - Coligação Democrática Unitária - PCP-PEV | Eleições Autárquicas 2017