Porto

Fazer a diferença no Porto

Grande arruada no Porto demonstra a força da CDU

No final do vibrante desfile pela Baixa do Porto, Ilda Figueiredo sublinhou a simpatia sentida na recepção àquela arruada da CDU e de seguida elencou as políticas nefastas seguidas na cidade nos últimos quatro anos, protagonizadas “a meias” entre Rui Moreira e os eleitos do PS, como as privatizações, os estacionamentos pagos da “caça ao euro”, o aumento das rendas municipais, a inexistente política de habitação que tem como consequência a “população empurrada para fora da cidade”, e a inação perante o turismo desenfreado, e suas consequências, afirmando: “Não queremos que o Porto se torne uma Disneylândia!”

Antes da hora marcada já o espaço junto à estátua do ardina, na Avenida dos Aliados no Porto fervilhava de gente, com o azul, verde, vermelho e amarelo das bandeiras da CDU a chamar a atenção de todos quantos passavam naquela zona da baixa do Porto.

À chegada de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, à carvalhesa que se misturava com o som do grupo de bombos ali presente, juntou-se a exclamação colectiva e entusiástica de que “a CDU avança”, fazendo adivinhar uma arruada vibrante.

E, de facto, mal se iniciou a subida da Rua 31 de Janeiro, muitos foram os cumprimentos e as trocas de palavras de apoio dirigidas a Jerónimo de Sousa e aos candidatos da CDU no Porto, Ilda Figueiredo e Rui Sá. Cumprimentos que se estenderam a quem das janelas “cumprimentava” a arruada da CDU, ou aos muitos trabalhadores que se deslocaram à porta dos estabelecimentos comerciais daquela rua, “recebendo” a arruada.

A entrada na Rua de Santa Catarina, emblemática e sempre muito concorrida artéria pedonal do Porto, fez-se com um impacto já tradicional nas arruadas da CDU que passam por aquele local. Os cumprimentos e as palavras de apoio sucediam-se dos transeuntes surpreendidos pela dimensão e entusiasmo daquela iniciativa política, até aos trabalhadores de obras que decorrem naquela rua, visivelmente agradados com o cumprimento do Secretário-Geral do PCP.

À chegada ao local escolhido para as intervenções as muitas centenas de pessoas ali presentes entupiam a Rua de Santa Catarina, formando uma mancha vibrante ao longo de muitos metros. Ao palco subiram Rui Sá, Ilda Figueiredo, José Luís Ferreira e Jerónimo de Sousa. A candidata à Câmara Municipal do Porto, a quem coube a primeira intervenção daquela iniciativa, sublinhou a simpatia sentida na recepção àquela arruada da CDU. Continuou, elencando as políticas nefastas seguidas na cidade nos últimos quatro anos, protagonizadas “a meias” entre Rui Moreira e os eleitos do PS, como as privatizações, os estacionamentos pagos da “caça ao euro”, o aumento das rendas municipais, a inexistente política de habitação que tem como consequência a “população empurrada para fora da cidade”, e a inação perante o turismo desenfreado, e suas consequências, afirmando aquela candidata: “Não queremos que o Porto se torne uma Disneylândia!”

Seguiu-se uma intervenção de José Luís Ferreira, dirigente do PEV, que se questionou relativamente à pretensa independência de algumas candidaturas, proclamada e repetida por muitos, que não são, como a realidade o comprova, independentes dos interesses do grande capital e da especulação imobiliária. Aquele dirigente relembrou ainda que o PS continua amarrado aos constrangimentos internacionais que impedem uma verdadeira política de esquerda, como o CETA, acordo transnacional acerca do qual o PS se encontra perfeitamente sintonizado com os partidos de direita.

A Jerónimo de Sousa coube o encerramento daquela iniciativa, que enfatizou o facto de que “há muito para fazer nos 5 dias até às eleições”, aludindo ao esforço dos militantes, amigos e activistas da CDU para que “todos os votos contem”. Para o Secretário-Geral do PCP “nada está decidido” e é necessário desenvolver todo o trabalho de campanha, de transmissão da mensagem de que os candidatos da CDU são aqueles que se pautam por “servir os interesses da população do Porto e não servirem-se a eles próprios”.

Fazendo ainda a ligação entre as eleições autárquicas e o seu impacto na vida política para além das autarquias, Jerónimo de Sousa relembrou que “o PS sozinho” nunca teria seguido as medidas de recuperação, e que, todas estas, “têm a assinatura do PCP. Aquele dirigente comunista relembrou o muito que há ainda para recuperar e conquistar, a valorização dos salários, o salário mínimo para 600€ já em janeiro de 2018, o “combate contra a precariedade”, entre outros, reafirmando o apelo da continuidade do trabalho da CDU como factor essencial para a resolução dos problemas das populações.

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CDU - Coligação Democrática Unitária - PCP-PEV | Eleições Autárquicas 2017