Serpa

CDU em grande na terra forte

Jantar enche pavilhão em Serpa

Na última iniciativa da jornada de campanha passada no distrito de Beja, domingo, Jerónimo de Sousa esteve com os candidatos da CDU às autarquias de Serpa num jantar que encheu por completo a nave do pavilhão de feiras e exposições.

Na última iniciativa da jornada de campanha passada no distrito de Beja, domingo, Jerónimo de Sousa esteve com os candidatos da CDU às autarquias de Serpa num jantar que encheu por completo a nave do pavilhão de feiras e exposições.

Depois de dois encontros com expressão de massas, em Castro Verde, de manhã, e na Mina de São Domingos, ao final da tarde, e de um almoço com mais de 600 pessoas em Beja, o Secretário-geral do PCP foi recebido em Serpa com uma nova enchente. Para além de mobilizados, os activistas e apoiantes da CDU estão empenhados na repetição da maioria que a Coligação PCP-PEV tem obtido no concelho em todas os sufrágios para o Poder Local Democrático, constatámos.

A moldura humana como tradução de apoio e reconhecimento do trabalho da CDU em Serpa, ao longo de 40 anos, não surpreende o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, Efigénio Palma, o primeiro a intervir depois de chamados ao palco todos os primeiros candidatos às assembleias de freguesia.

«O pior cego é o que não quer ver», acrescentou, referindo-se já àqueles que acusam a Coligação Democrática Unitária de não ter feito tudo o que podia e devia no concelho. «O que não foi feito resulta dos condicionamentos impostos pelos sucessivos governos», prosseguiu, antes de ser ainda mais claro na acusação. «Se [o PS] promete um concelho melhor, então por que é que está no Governo e ainda não avançou com as obras na escola secundária para que as nossas crianças não tenham que ir de cobertor para as salas de aula no inverno? Ou por que é que não avançam com as obras no IP8?».

Tomé Pires aproveitou o mote e depois de se manifestar convicto de que «iremos dar continuidade ao bom trabalho desenvolvido até aqui», atribuiu ao PS a responsabilidade de ainda não terem sido repostas as freguesias roubadas ao povo pelo anterior governo PSD/CDS. Uma entre várias matérias acerca das quais «o PS assobia para o lado» e que podiam já constituir avanços como aqueles que têm sido alcançados por insistência e determinação do PCP.

O lema da candidatura da CDU aos órgãos autárquicos de Serpa é continuar e consolidar. Nesse sentido, Tomé Pires avançou com um balanço sucinto do trabalho e da intervenção realizadas em vários domínios (na defesa dos direitos e exigências da população e no cumprimento das responsabilidades e competências que cabem ao município, sublinhou), bem como com propostas para o futuro que o colectivo de comunistas, ecologistas e independentes sabem ser possível construir em Serpa.

Exemplo e luta

Antes de Jerónimo de Sousa encerrar o jantar-comício, José Luís Ferreira, em nome do PEV, deu um exemplo concreto que corrobora uma ideia-chave amplamente repetida durante a campanha: votar na CDU é a melhor garantia do progresso nos concelhos e freguesias e contribui para o avanço do mesmo ao nível nacional.

Serpa está na vanguarda na investigação em agricultura biológica, com resultados notáveis, relatou, facto que mostra que é possível, mesmo ao nível local, investir na fixação de população e revitalização do mundo rural, contribuindo, além do mais, para a defesa do equilíbrio ecológico, para o desenvolvimento sustentável, para a criação de emprego e de alternativas para os jovens do Interior do País.

Jerónimo de Sousa avançou por último para a tribuna começando por mencionar a distinção do trabalho da CDU no que toca à elevação da qualidade de vida e na dignificação dos habitantes de Serpa – «Terra de resistência e de luta pela liberdade, de gerações e de gente caldeada pela dureza das condições de trabalho», considerou.

Segundo as palavras do Secretário-geral do PCP, a coligação PCP-PEV foi sempre capaz de realizar um trabalho e uma obra exemplares, «inseparáveis da natureza e dos princípios de uma força disponível para assumir e exercer as maiores responsabilidades, para servir o povo e não para se servir».

No entanto, apesar do trabalho realizado pela CDU, existem «constrangimentos que continuam a pesar na vida deste concelho», declarou o dirigente comunista. É o caso do Hospital de Serpa e a sua saída do Serviço Nacional de Saúde, contra a opinião do PCP; ou problemas como os salários em atraso dos trabalhadores desta unidade.

«Não são só as freguesias e os concelhos deste país que ficam a ganhar com a intervenção da CDU», afirmou depois Jerónimo de Sousa, antes de enfatizar a necessidade da reprogramação do actual Quadro Comunitário para permitir uma maior intervenção das autarquias, e a importância de se aprovar o projecto do PCP que visa, «em sede da Lei de Finanças Locais, assegurar a recuperação da capacidade financeira perdida ao longo dos anos pelos municípios e freguesias».

O Secretário-geral do PCP teve ainda tempo de reclamar o investimento directo do Estado nas infraestruturas e transportes, avisando que era essencial a ruptura com as ruinosas parcerias público-privado (PPP). A «conclusão de obras de vias de comunicação como o IC8 e o IP2» e a requalificação de estradas nacionais e de linhas férreas foram exemplos avançados que dizem respeito ao Concelho de Serpa.

«Que ninguém tenha dúvidas, quanto mais força tiver a CDU, mais condições têm para fazer o País avançar e cada um dos seus concelhos e freguesias», insistiu Jerónimo de Sousa ao concluir a sua intervenção.

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