Braga

Alternativa à maioria de direita só com o projecto da CDU

Mudar a sério

Em Braga, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian recebeu o comício da CDU. Largas centenas de militantes, amigos e apoiantes da CDU lotaram completamente o auditório daquelas instalações, a tal ponto de as cadeiras, preenchidas na totalidade, terem sido substituídas pelos degraus.

Em Braga, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian recebeu o comício da CDU. Largas centenas de militantes, amigos e apoiantes da CDU lotaram completamente o auditório daquelas instalações, a tal ponto de as cadeiras, preenchidas na totalidade, terem sido substituídas pelos degraus.

Não faltou entusiasmo às reacções dos presentes numa iniciativa que começou com um momento musical a cargo dos "Cavaquinhos com Tradição", dando depois lugar às intervenções políticas.

Carla Cruz, deputada do PCP na Assembleia da República e primeira candidata da CDU à Assembleia Municipal de Braga, referiu-se na sua intervenção ao trabalho desenvolvido pelos eleitos da CDU no último mandato na Assembleia Municipal e, em contraponto, à postura dos outros candidatos nos diversos órgãos, designadamente a candidata da direita que, alegando ter uma "postura isenta" demonstrou na prática o seu contrário. Para Carla Cruz é inequívoco que, ao contrário daqueles que "têm votado propostas e medidas que são contrárias aos interesses dos que os elegeram", a CDU honrará o seu compromisso de "trabalhar para dignificar e valorizar a Assembleia Municipal e o trabalho dos eleitos municipais".

Também Carlos Almeida, candidato à Presidência da Câmara de Braga, foi incisivo nas suas críticas à gestão autárquica naquele concelho, designadamente nos últimos quatro anos, que considerou como uma "governação muito aquém das expectativas criadas na população", mandato que, aliás, só foi conseguido "à custa do desgaste e da desastrosa governação do PS" que se manteve no poder em Braga durante 37 anos. Para aquele candidato da CDU são muitos os problemas que aquele concelho enfrenta sem que se vislumbrasse resposta por parte do anterior executivo. A absoluta submissão aos interesses do capital, com privatizações e a ruinosa exploração do estacionamento público, entre outros exemplos, leva que Carlos Almeida considere que se impõe que se continue a falar "de ruptura e de uma mudança a sério nas políticas municipais", e da qual a CDU é parte imprescindível, alicerçada no muito trabalho autárquico feito e que "ninguém o pode desmentir", afirmou.

Na intervenção de encerramento, que coube a Jerónimo de Sousa, teve grande força a ideia do reforço da CDU nas eleições autárquicas não só pelo "projecto alternativo autárquico e o valioso trabalho" dos eleitos da CDU, mas também "a importância do reforço da CDU e das forças que a compõem, para fazer avançar a política de recuperação, reposição e conquista de direitos, retirados aos trabalhadores e ao povo nos últimos anos".

Foi realçada a importância de "ter esta força consequente, que se congrega na CDU" reforçada, e que, nos "últimos tempos os portugueses puderam verificar" como essencial para "defender, repor e conquistar direitos". Recuperações que, não sendo "o que é justo e se impõe", são avanços palpáveis e com impacto positivo na vida das pessoas e na economia do país. "A Economia está melhor porque os portugueses vivem um pouco melhor", afirmou o Secretário-Geral do PCP.

Jerónimo de Sousa valorizou muitas das medidas já conseguidas como elencou diversas reivindicações imediatas, entre elas, o aumento do Salário Mínimo Nacional para 600 € já em 2018, e que foi imediata e fervorosamente aplaudido naquele auditório.

O Secretário-Geral do PC valorizou os muitos jovens candidatos nas listas da CDU que "sem filiação partidária" se revêem naquele projecto, e com sua "irreverência e energia" têm sido parte importante do trabalho de campanha que está a decorrer. Trabalho que, aliás, Jerónimo de Sousa apelou a que se intensifique nos "escassos dias de campanha pela frente" de modo "a garantir que ninguém falte com o seu voto na CDU!"

Para o Secretário-Geral do PCP "não há donos dos votos seja de quem for", e considerou que, até domingo, é preciso continuar a construir o reforço da CDU porque "a CDU vale a pena!".

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