Alpiarça

Alpiarça honra a sua história prosseguindo a obra da CDU

Grande comício em Alpiarça

O penúltimo dia de campanha terminou para Jerónimo de Sousa num grande comício em Alpiarça, no largo junto ao histórico Clube Desportivo «Os Águias», que se notabilizou no ciclismo. No palco, para além de dirigentes do PCP e do PEV, estiveram os primeiros candidatos da CDU as muitas câmaras municipais do distrito de Santarém, com destaque para Mário Pereira, actual presidente do município de Alpiarça e primeiro orador da noite.

Mário Pereira começou por destacar a campanha de contacto – porta a porta, casa a casa – que tem sido levada a cabo no concelho pela Coligação Democrática Unitária, os três grandes comícios realizados e o jantar do passado dia 17, momentos altos da afirmação da CDU em Alpiarça. O envolvimento crescente de alpiarcenses em torno da coligação, garantiu, deve-se à campanha, sim, mas também ao trabalho desenvolvido nos últimos anos pela maioria que dirige os destinos do município.

Realçando os obstáculos provocados pela enorme dívida legada pelo PS, Mário Pereira destacou as intervenções importantes que foram realizadas, o apoio ao movimento associativo e às populações mais carenciadas, a redução dos impostos municipais e a valorização dos trabalhadores do município, que viram reposto o horário de 35 horas semanais e gozarão no próximo ano 25 dias de férias. Apesar dos cinco milhões de euros de amortização da dívida pagos nos últimos anos, a Câmara não agravou as taxas e tarifas, algo que o candidato também valorizou.

Adiantando aspectos centrais do programa da CDU para os próximos anos, Mário Pereira confiou que a terra heroica de Alpiarça continuará a sua tradição de luta pelas mais nobres causas dando mais força ao projecto da coligação que une comunistas, ecologistas e independentes.

Voto certo

Em seguida interveio Diogo d'Ávila, do Comité Central do PCP, para valorizar a acção das forças que integram a CDU no distrito de Santarém, e dos seus eleitos locais – em maioria como em minoria – garantindo que estiveram ao lado dos trabalhadores e das populações nas suas lutas em defesa do emprego, dos salários e dos direitos, do centro de saúde, dos tribunais e dos transportes. Quem votou na CDU não se arrependeu, garantiu o jovem dirigente comunista, acrescentando que assim será novamente no próximo domingo. Com a certeza de que logo no dia 2, independentemente dos resultados, lá estará a CDU na primeira linha da luta pelos direitos das populações.

Sónia Colaço, dirigente do PEV e primeira candidata à Câmara Municipal do vizinho concelho de Almeirim, valorizou o projecto «com provas de firmeza e dedicação» protagonizado pela CDU, espaço de intervenção para todos quantos lutam «por uma vida com direitos, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida». A dirigente e candidata ecologista realçou ainda o facto de a CDU valorizar o poder local democrático na sua vertente de participação popular.

Apresentado por António Neto, da Intervenção Democrática, o comício de Alpiarça contou ainda com um momento de música de intervenção portuguesa.

Soberania alimentar

No discurso que encerrou o grande e entusiástico comício, Jerónimo de Sousa voltou a insistir na ideia de que o reforço da CDU tem não apenas uma importância para cada um dos locais em que se verifique como uma dimensão nacional. Dando vários exemplos de avanços que foi possível alcançar graças à acção do PCP e do PEV, o Secretário-geral do PCP garantiu que com ainda mais força serão ainda mais os passos em frente que será possível dar.

Ali, em Alpiarça, colocou a tónica na necessidade de adopção de um programa que vise a soberania alimentar, «com a consideração da agricultura, pecuária, floresta e pescas como produções estratégicas». Muito embora os campos da lezíria e do vale do Sorraia sejam dos melhores do País para a produção agrícola e pecuária, os pequenos e médios produtores, os rendeiros e seareiros, aos enfrentam graves problemas com «as contas e o escoamento». O preço elevado dos factores de produção e as dificuldades do escoamento da produção a preços justos e compensadores são dramas quotidianos dos produtores, que, para Jerónimo de Sousa, «não podem ser as vítimas sacrificadas no altar dos lucros das grandes cadeias de distribuição».

O dirigente comunista não esqueceu as tradições democráticas e revolucionárias de Alpiarça, que tem «um papel destacado na história do meu partido e do nosso povo».

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