Delegação da CDU integrando o cabeça de lista à presidência da Câmara, Daniel Branco, visitou ontem o Centro de Paralisia Cerebral, em Oeiras

  Mais de "30 anos de amigos a somar, inimigos a subtrair, alegrias a multiplicar e tristezas a dividir" parece ser, e de facto é, o lema de todos os que integram o Centro Nuno Belmar da Costa. Todos, os seus 50 funcionários e os 51 utentes do Centro (29 internos e 22 externos), se enquadram nessa feliz expressão. Testemunhámos isso pelos afectos, sorrisos e cuidados. Registámos as tristezas divididas. Anotámos tudo, no papel e na memória.
  A visita foi guiada pela coordenadora do Centro, Odete Nunes. Falava com o calor de quem fala no que se empenha. Mostrou-nos os amplos, limpos e coloridos espaços. A sala de estar, onde estavam anormalmente quase toda a gente inibida da prática das actividades planeadas, por uma arreliadora paragem do elevador (as reparações são uma dor de cabeça traduzida, também, em facturas de quase sempre três dígitos). Passámos, depois pelo refeitório, cozinha. Aqui parámos um pouco para ouvir explicar que desde o inicio do mês, por razões financeiras, se tinha regressado à confecção própria (antes subcontratada). Entrámos, depois no ginásio, utilizado como “clube” de múltiplas actividades. O monitor, presente, ia assistindo ao discurso orgulhoso da coordenadora que falou nas sucessivas representações olímpicas e nas medalhas. Ouro, ouro, ouro, para o atleta de “bócia”, o João Martins, que apenas este ano falhou “já contava, o João já tinha decidido ser a sua última. Visitámos os quartos, também eles limpos e arrumados ao gosto de quem os ocupa. Visitámos a sala de “snoezelen” destinada a terapias de relaxamento e de limitações de stress. Perto, a sala dedicada ao recolhimento religioso e à sua prática. O Centro assegura, com a colaboração da paróquia, a catequese. Para a missa, deslocam-se à igreja, os que o quiserem fazer. Foi neste espaço que a conversa se desenvolveu comentando-se as liberdades e o respeito pelas opções individuais de cada um.