Retórica versus factos
Paulo Marques
Ago 22, 2009
Muitos portugueses estão de férias. Cada um com o seu destino, percorrendo mais ou menos quilómetros. No entanto, muitos reparámos nos mesmos cartazes. O Partido Socialista (PS) decidiu colocar uns “números redondos” um pouco por todo o país. Estes cartazes pretendem demonstrar que o trabalho por eles realizado no Governo durante os últimos quatro anos e meio foi muito bom, melhorando as condições de vida dos portugueses.
Por exemplo, afirmam que “Todas as crianças estão a aprender inglês”; “Novas Oportunidades para 900.000 portugueses”; “mais de 200.000 idosos recebem o Complemento Solidário”, entre outros slogans. Estes cartazes podiam facilmente ser complementados, tornando-se ainda mais precisos, por exemplo: “Todas as crianças estão a aprender inglês… numa escola bem longe da sua casa, porque a que havia na sua terra fechou”, ou então, “Novas Oportunidades para 900.000 portugueses… agora podem dedicar-se a uma nova profissão porque a sua empresa fechou”. No entanto, é necessário analisar com maior profundidade estes e outros números.
Não está em causa a liberdade para o PS fazer a sua propaganda, o problema que faltam alguns números e factos. Senão vejamos, não seria mais interessante comparar dados de 2005 (quando o actual Governo tomou posse) com dados de 2009 relativamente a indicadores chave como: a taxa de desemprego (e especialmente a taxa de desemprego nos jovens); o nível de precariedade (medido através do número de pessoas com contratos com termo) ou a taxa de crescimento real do PIB?
Os dados do Quadro 1 demonstram cabalmente que as condições de vida dos portugueses se têm vindo a deteriorar. Embora o PS se apresse em afirmar que a responsabilidade é da crise internacional importa sublinhar que essa crise internacional resulta de uma crise do capitalismo, mais concretamente de uma crise dos paradigmas a que o PS aderiu há muito. Em Portugal o PS é um dos responsáveis pela crise internacional. Não podem fugir às suas responsabilidades.
Como todos sabemos os números valem o que valem. Não é necessário recorrer a estes dados agregados para verificar que a pobreza alastra (também os dados relativos à pobreza indicam que Portugal apresenta 18% da população em situação de pobreza); que é cada vez mais difícil progredir nos estudos, sobretudo no Ensino Superior; que os preços da habitação são incomportáveis para a juventude… em suma, que as perspectivas de vida para a juventude são cada vez piores.
No entanto, mesmo na “guerra dos números”, sobretudo nos indicadores que são centrais para o futuro do país (o crescimento económico e o emprego), os números provam o fracasso das políticas de direita prosseguidas pelo Governo PS.
Para inverter esta situação, urge inverter os números de votos nas próximas eleições. Para combater a retórica que por aí anda, é preciso dar votos a quem denuncia, quem luta, quem traz os factos à luz do dia. Essa força é, sem dúvida, a CDU!
Por exemplo, afirmam que “Todas as crianças estão a aprender inglês”; “Novas Oportunidades para 900.000 portugueses”; “mais de 200.000 idosos recebem o Complemento Solidário”, entre outros slogans. Estes cartazes podiam facilmente ser complementados, tornando-se ainda mais precisos, por exemplo: “Todas as crianças estão a aprender inglês… numa escola bem longe da sua casa, porque a que havia na sua terra fechou”, ou então, “Novas Oportunidades para 900.000 portugueses… agora podem dedicar-se a uma nova profissão porque a sua empresa fechou”. No entanto, é necessário analisar com maior profundidade estes e outros números.
Não está em causa a liberdade para o PS fazer a sua propaganda, o problema que faltam alguns números e factos. Senão vejamos, não seria mais interessante comparar dados de 2005 (quando o actual Governo tomou posse) com dados de 2009 relativamente a indicadores chave como: a taxa de desemprego (e especialmente a taxa de desemprego nos jovens); o nível de precariedade (medido através do número de pessoas com contratos com termo) ou a taxa de crescimento real do PIB?
Os dados do Quadro 1 demonstram cabalmente que as condições de vida dos portugueses se têm vindo a deteriorar. Embora o PS se apresse em afirmar que a responsabilidade é da crise internacional importa sublinhar que essa crise internacional resulta de uma crise do capitalismo, mais concretamente de uma crise dos paradigmas a que o PS aderiu há muito. Em Portugal o PS é um dos responsáveis pela crise internacional. Não podem fugir às suas responsabilidades.
Como todos sabemos os números valem o que valem. Não é necessário recorrer a estes dados agregados para verificar que a pobreza alastra (também os dados relativos à pobreza indicam que Portugal apresenta 18% da população em situação de pobreza); que é cada vez mais difícil progredir nos estudos, sobretudo no Ensino Superior; que os preços da habitação são incomportáveis para a juventude… em suma, que as perspectivas de vida para a juventude são cada vez piores.No entanto, mesmo na “guerra dos números”, sobretudo nos indicadores que são centrais para o futuro do país (o crescimento económico e o emprego), os números provam o fracasso das políticas de direita prosseguidas pelo Governo PS.
Para inverter esta situação, urge inverter os números de votos nas próximas eleições. Para combater a retórica que por aí anda, é preciso dar votos a quem denuncia, quem luta, quem traz os factos à luz do dia. Essa força é, sem dúvida, a CDU!

