A ética dos nossos adversários
João Corregedor da Fonseca
Jun 05, 2009
A campanha eleitoral tem decorrido em tempo de crise social, cultural e política, que se prolonga, desde há vários anos, devido à actuação de sucessivos governos, com relevância para o do Partido Socialista. José Sócrates, além de ter agravado fortemente as já difíceis condições de vida da generalidade dos portugueses, tem revelado a sua incapacidade para encontrar soluções adequadas susceptíveis de minorarem os efeitos do vendaval capitalista lançado contra as populações, contra os trabalhadores. O seu comportamento demonstra completa desorientação, anda perdido, não sabe resolver os problemas que ajudou a criar.
Nem mesmo no decurso da campanha, onde surge como muleta do seu principal candidato – constatada que foi a incompetência deste – Sócrates não hesita nas suas habituais e arrogantes provocações e em mentir descaradamente ao País. Não se demarca, antes apoia, a política neoliberal da Comissão Europeia cada vez mais empenhada em impor directivas que afectam duramente a vida dos portugueses. Não é capaz de contrariar, como, aliás, acontece com todas as outras forças concorrentes, as propostas concretas e credíveis apresentadas pela CDU que visam fundamentalmente defender os interesses nacionais, os nossos sectores produtivos, a nossa economia, enfim, a soberania nacional.
Neste momento, não podemos deixar de assinalar, também, o profundo desrespeito que os nossos principais adversários têm demonstrado pela ética política, o que é típico da época actual, pois faz parte intrínseca da moral capitalista. Rever as suas intervenções torna-se um exercício penoso. E, neste quadro, não encontramos motivos para estabelecer qualquer excepção. Senão, como classificar o facto de, pelo menos, dois candidatos colocados francamente à direita da CDU, continuarem a utilizar, sem qualquer ponta de vergonha, as páginas do jornal onde são colaboradores efectivos? Isto verifica-se com o cabeça de lista do Partido Socialista e com o terceiro candidato da lista apresentada pelo federalista Bloco de Esquerda.
É caso para dizer, bem prega Frei Tomaz…

