Uma parte significativa da Humanidade ainda vive o tremendo flagelo da pobreza, da fome e da exclusão social, apesar de, globalmente, no mundo se criar cada vez mais riqueza.
As assimetrias entre países ricos e pobres continuam a acentuar-se, fruto das políticas neoliberais de vários estados do Mundo, cujas políticas expansionistas visam explorar e apropriar-se dos bens dos outros povos.
É fundamental que cresçam fortes movimentos de solidariedade e reivindicativos no Mundo para que se alterem as políticas de desenvolvimento económico e social nestes países flagelados pela pobreza.
Portugal, situa-se hoje entre os países da UE onde a taxa de desemprego é mais alta e onde tem vindo a aumentar o desemprego de longa duração, nomeadamente das mulheres e dos mais jovens. Também os jovens são os mais atingidos pela precariedade, que atinge um nível elevadíssimo.
Esta grave situação no que concerne ao emprego associada aos baixos salários, que também nos situa na cauda da Europa, tem de provocar necessariamente pobreza nos trabalhadores, estando as suas crianças em risco, bem como os mais vulneráveis. São exemplo disso mesmo, as pensões de reforma que aufere a maioria dos idosos deste país. É inaceitável que quem trabalha não consiga obter rendimentos que confiram uma vida digna às/aos trabalhadores e suas famílias. É a chamada pobreza laboral que tem de ser combatida.
Torna-se igualmente inaceitável e imoral que enquanto cresce a pobreza para os trabalhadores e suas famílias, simultaneamente cresce - e desmesuradamente - a riqueza para o capital e outras camadas que lhe estão associadas. Portugal é dos países da União Europeia que apresenta um maior risco de pobreza e onde as desigualdades na distribuição do rendimento são mais elevadas, isto é, onde é maior a diferença entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres.
As alterações ao Código do Trabalho vêm fragilizar ainda mais as/os trabalhadores na medida em que acentua a desproporção de poderes entre as partes, quando as promessas eleitorais do partido que sustenta o Governo/PS era de rever as normas mais gravosas do Código. Onde estão os princípios éticos e democráticos daqueles que tomam medidas para se aplicarem aos outros mas que para si reclamam exactamente o contrário?
Com os sucessivos ataques às políticas sociais vê-se reduzido o acesso e a qualidade aos diferentes bens sociais como saúde, educação e trabalho.
A redução do défice público e a sustentabilidade da segurança social continua a fazer-se à custa da larga maioria dos trabalhadores e da população, através duma forte contenção salarial e duma descida acentuada das pensões - ao contrário do prometido - e da diminuição do emprego na Administração Pública e no sector privado.
Mas quando se fala de lucros, nomeadamente no sector financeiro, de remunerações de Gestores, Directores e Assessores, já não se fala de restrições mas, de milhões.
A aposta no desenvolvimento do sector produtivo, não vislumbra, pelo contrário, ponfificam os encerramentos de empresas em cadeia. E aproveitando-se da crise sucedem-se as empresas que deixam no desemprego os seus trabalhadores apesar de sempre somarem chorudos lucros. Que medidas foram tomadas pelo Governo para moralizar o sistema?
A lista de medidas em que o Governo e o patronato, têm apostado para prosseguir nesta política com consequências fortemente negativas para as populações, é longa e há em todas elas a marca da injustiça mais profunda.
OUTRA POLÍTICA É POSSÍVEL COM A CDU
Eu voto CDU porque acredito numa sociedade onde haja justiça social, paz, liberdade, democracia e igualdade de oportunidades para todos. A CDU faz toda a diferença. É aí que reforçamos a acção individual e colectiva, é com a CDU que construirmos um projecto de vida para todos, onde há lugar para o sonho, para a esperança, para a solidariedade, para o compromisso do sentir o Outro. É que muitos seres humanos morrem sem que a sua voz seja ouvida, ficam na fila sem chegar ao guiché.
E porque estamos perante matérias de relevante interesse nacional e europeu com implicações profundas na vida de todos nós, não nos podemos dispensar de participar activamente, de intervir, de reafirmar a necessidade de políticas que tenham como estratégia o desenvolvimento da sociedade que integramos como cidadãs e cidadãos, portugueses/europeus e que contrariem o processo de regressão social em curso que conduz inevitavelmente à pobreza e à miséria.
Decorridas mais de três décadas de sucessivos governos PS e PSD que conduziram o país à grave situação em que se encontra, é hora de mudar. E a mudança passa pela CDU.
Por um Portugal com futuro e por uma Europa de rosto humano, continuará a nossa luta.
VOTE CDU